Lá se vão 27 anos desde a estreia de Robocop, então dirigido por Paul Verhoeven. Pois quem for assistir à nova versão do filme, que estreia nessa sexta-feira (21) pelo olhar (e direção) do carioca José Padilha (Tropa de Elite, Ônibus 174), pode se preparar para novas emoções. “Essa refilmagem é uma história bem diferente da versão de 1987”, disse o protagonista, Joel Kinnaman, em entrevista à NOVA. “Não tem violência gratuita. É um drama de ação”, ele avisa.

Com orçamento de 140 milhões de dólares, a estreia de Padilha em Hollywood tem recebido boas críticas no Brasil e fora. Também novo no showbiz americano, o sueco Kinnaman, de 34 anos, conversou com a gente por telefone:

Como era trabalhar com aquele equipamento todo preso ao seu corpo?
Nas primeiras cenas, demorava quase uma hora para vesti-lo. No fim, em 30 minutos eu já estava pronto. Acho que tudo pesava uns 25 quilos. Mas esse peso todo, na verdade, foi muito importante para a minha atuação, até mais do que eu imaginava. Me fazia me sentir poderoso. E me ajudava a realmente sentir o que o Alex Murphy passa. Ele era um policial que trabalhava na rua, disfarçado e que era muito família. De repente, ele se torna o Robocop. Para entender como mudam seus padrões de movimento e o que se passa na cabeça dele, era importante aquela parafernália toda.

Como foi trabalhar com o José Padilha? 
José foi o primeiro motivo para eu querer fazer esse filme. Quando soube que era ele, fiquei muito interessado. Tomamos café, almoçamos juntos e eu fiquei desesperado para fazer parte do projeto.
Em que Robocop e Tropa de Elite se assemelham?
Assim como Tropa de Elite, Robocop também tem uma perspectiva política, filosófica e inteligente.
Você cresceu entre mulheres (ele tem cinco irmãs!) e também trabalhou com várias diretoras e atrizes. O que aprendeu com elas?
Minha vida sempre foi cercada por mulheres mesmo. Acho que por isso elas nunca me assustaram, sempre me dei bem com as mulheres. O que aprendi é que as mulheres precisam sempre lutar para ter sua voz ouvida. E que cabe a nós ajuda-las.